Quando falamos em educação 5D, pode parecer que é um método alternativo ou de um conjunto de técnicas modernas para criar filhos mais calmos, mas eu vejo mais como criação com consciência, com um nível de maturidade emocional do adulto que educa.
As chamadas crianças da nova era, sejam rotuladas como cristal, arco-íris ou sementes estelares, costumam apresentar sensibilidade intensa, percepção emocional refinada e uma dificuldade quase instintiva de aceitar a incoerência. Elas não respondem bem a autoritarismo vazio, nem a medo disfarçado de disciplina, porque captam o campo emocional com precisão. Educar nesse nível exige que o adulto cresça e isso vai ser difícil para maioria dos pais, é o seu caso?
Não veja esse texto como te acusando ou julgando. Queria que lesse como alguém que te entende. Eu tenho filhos e se pudesse voltar no tempo e ler esse texto que estou te oferecendo agora, a criação dos meus filhos teria sido diferente. Mas esse texto é mais importante ainda para quem tem filhos nascidos depois de 2010.
A coisa mais importante que eu queria começar é dizendo que a criança 5D aprende muito mais pelo ambiente emocional do que pelo discurso, muito mais pelas nossas ações do que o que a gente diz pra fazer ou não fazer. Se o pai vive em tensão, a criança aprende tensão. Se a mãe fala sobre amor, mas reage com crítica e culpa ou fala mal do marido, a criança aprende insegurança e que o amor é ruim, difícil. Não adianta um discurso consciente quando o campo inconsciente diz outra coisa, você compreende isso?
Por isso, a educação 5D começa com autorresponsabilidade. O adulto precisa olhar para suas próprias feridas, reconhecer seus gatilhos e parar de projetar suas frustrações na criança, mesmo como uma forma de “não passar pelo que passei”. Ao invés disso assumir que aquilo que não foi resolvido em mim inevitavelmente transborda na relação com meu filho.
Quando falamos de emoções infantis, também há uma mudança profunda agora na 5D. Emoção deixa de ser vista como erro de caráter, então choro não é fraqueza e raiva não é desrespeito. Sentir medo não é defeito dos pais e acolher não significa permitir tudo, mas ensinar a criança a reconhecer o que sente e passar pela experiência com apoio. Isso constrói inteligência emocional real, não obediência baseada em repressão. Essa repressão é talvez a forma como você foi criada, aquilo que você aprendeu de seu pais.
Limites continuam existindo e são necessários, é claro, mas a diferença está na qualidade energética do limite. Quando ele vem com ameaça ou humilhação cria medo e submissão, podendo fazer a criança mentir para os pais. A criança precisa saber até onde pode ir, mas precisa saber também que o vínculo não está condicionado ao desempenho ou sobre ela realizar os sonhos dos pais.
Muitos pais acreditam que estão apenas “educando”, quando na verdade estão tentando compensar sua própria história. Tentam formar filhos bem-sucedidos para curar sua sensação de fracasso, mesmo que os pais sejam bem-sucedidos, ainda podem ter essa sensação! Então podem cobrar excelência para aliviar sua própria vergonha, em algum nível. Impõem seus sonhos de algo “certinho” e tudo isso costuma ser justificado como amor.
Você quer que seu filho seja feliz e viva o destino dele ou que ele prove que você deu certo como pai/mãe?
A constelação sistêmica familiar mostra algo desconfortável: quando um filho é usado inconscientemente para equilibrar frustrações, culpas ou expectativas do sistema familiar, ele deixa de ocupar o lugar de filho. Ele passa a carregar pesos que não são dele. Torna-se representante de algo que não escolheu. Muitas vezes tenta, sem saber, salvar o pai, realizar o sonho da mãe ou compensar exclusões antigas da linhagem.
Isso gera desordem e pode inclusive não se conhecer como pessoa, como homem ou mulher. A criança pode crescer sem clareza interna sobre quem é, tentando ocupar lugares que não lhe pertencem. Quando há rejeições no sistema, conflitos não resolvidos entre masculino e feminino, exclusões de antigos parceiros, traumas ou padrões de desvalorização, o filho pode, inconscientemente, expressar essas tensões. Em alguns casos, inclusive, filhos homossexuais podem estar manifestando dinâmicas de lealdade sistêmica, identificações com figuras excluídas ou tentativas inconscientes de equilibrar polaridades familiares. Não veja isso como sendo errado ou um problema, ser homossexual ou não se identificar com um gênero pode ser sim algo do sistema familiar, mas como outras coisas que também acontecem, como dificuldade em relacionamentos duradouros, dificuldade em conseguir um equilibrio financeiro/ganhos de dinheiro, dificuldade em perder peso, como movimento profundo de pertencimento e compensação dentro do campo familiar.
Quando o lugar de filho é confundido, a identidade pode se formar sob pressão sistêmica, e não a partir da própria essência! Seu filho não nasceu para realizar o seu sonho e nem ser “perfeito”.
Ler isso também será desconfortável, mas na educação 5D, o adulto reconhece que o filho não veio para consertar o sistema.
Seu filho veio para viver a própria trajetória, o próprio destino. Isso exige coragem para interromper padrões herdados por ele mesmo, mas mais intenso é para os pais, aceitarem que o filho pode não corresponder às expectativas sociais, familiares ou profissionais que sustentaram gerações anteriores. E isso mexe com identidade, status e pertencimento também dos pais, que não podem achar que fracassaram!
Se seu filho não corresponder a nenhuma expectativa sua, você ainda vai conseguir olhar para ele com orgulho verdadeiro?
Ver a criança como uma consciência inteira significa respeitar suas inclinações naturais, seu ritmo, sua sensibilidade e seus talentos próprios. É direcionamento consciente, sem invasão de destino.
Em vez de exigir obediência automática, o adulto ensina consequência e discernimento. Pergunta, explica, orienta e isso fortalece a consciência da criança 5D. Forma indivíduos capazes de escolher, não apenas de obedecer (como nós fomos criados, você entende?).
Talvez o ponto mais desafiador seja a coerência na minha opinião. Crianças sensíveis detectam rapidamente quando o adulto fala sobre verdade, mas vive em negação com sua própria história. Fala sobre respeito, mas age com desrespeito dentro de casa, sem nem perceber isso. A educação 5D exige humildade para reconhecer erros, pedir desculpas e não mentir, ser coerente, pois isso vai ensinar a criança a desenvolver o caráter dela.
Isso também é um caminho de evolução do adulto revisar padrões familiares, curar a própria criança interior e interromper dores inconscientes e não antes questionadas de forma profunda.
Essas crianças não vieram para se encaixar automaticamente em estruturas antigas e isso é o que vai incomodar. Elas tensionam o sistema familiar porque pedem mais consciência. E pais que escolhem educar nesse nível são adultos que decidiram não repetir automaticamente o que receberam. Então, se você está com difículdade em criar alguém assim, entenda que no espiritual você antes escolheu esse filho com compromisso de que queria fazer diferente.
Reflita sobre isso. Aqui escrevi um pouco sobre a forma que eu trabalho em libertação de padrões. Para mais, faça uma consulta comigo.
*Escrito por Dana Ana – Consteladora Sistêmica Familiar, Coach Financeira e Atende com Búzios, Baralho Terapêutico Sistêmico, Cartomancia e Baralho Cigano.

